Nome Completo: Glauco Oda
Nascimento: 12/06/1977
Natural de: São Paulo
Maior Peixe: Tucunaré 9kg (Rio Demeni/AM)
Maior Bass: Bass de 53,5 cm, em Bragança Paulista
Time do coração: Corinthians, mas não sou fanático por futebol... sou louco por Bass.
Um filme: Naufrago
Um livro: Bass Strategies (Kevin Van Dam)
Estilo de Música: Rock
Melhor ator: sem preferência
Melhor atriz: sem preferência
01. Sabemos que a São Paulo Bass Clube foi criada em janeiro de 2006 por um grupo de amigos apaixonados pela pesca do Black-Bass. Com qual propósito isso foi feito, levando em conta que essas pessoas saíram do “anonimato” e passaram a representar um grupo de pescadores?
Glauco: O principal propósito é o de fomentar a pesca do Black Bass, conseguir atrair cada vez mais novos pescadores para esta modalidade tão particular, na qual vemos um potencial muito grande, em função das proximidades das nossas represas da capital.
02. Hoje em dia a São Paulo Bass Clube conta com quantos associados? Quais as vantagens de ser mais um sócio da SPBC?
Glauco: Atualmente o clube dispõe de cerca de 55 associados. Ser um sócio do SPBC é sinônimo de querer ajudar não apenas esta espécie mas o mercado da pesca como um todo. Todos os eventos da associação visam fazer uma poupança para campanhas de preservação ambiental, eventos ecológicos e outros institucionais.
O associado tem alguns benefícios nos eventos e em campanhas promocionais, e ainda tem o direito de representar nosso estado em competições fora de São Paulo, com parte das despesas custeadas pela associação, como na COPA BRASIL de Pesca por exemplo, onde o associado interessado em participar tem a inscrição Patrocinada pelo Clube e barcos gratuitos para uso em outros estados.
O sócio ainda tem descontos e preferência de reserva de vagas em nossos eventos, descontos nas lojas de pesca Via Costeira e Rei da Pesca, além de 20% de desconto na saída com os guias de pesca Fábio Martorano e Luciano Leme, atualmente credenciados pela associação.

03. Quem pode se filiar a SPBC? O que estas pessoas estarão ajudando no futuro da pesca esportiva brasileira?
Glauco: O Clube é aberto a qualquer pessoa que se identifique com seus objetivos. Sendo um associado você automaticamente já estará contribuindo para a manutenção do nosso estoque pesqueiro nas represas paulistas, preservação do meio ambiente onde pescamos, como foi o caso do evento ecológico em 2007 e principalmente estará contribuindo para o crescimento deste mercado da pesca de uma forma coerente e gradativa. O nome SPBC era desconhecido para todos há 2 anos atrás, hoje recebemos freqüentes e-mails de revistas, sites e lojas, interessados em conhecer e divulgar os propósitos da Associação.
04. O que vocês tem a dizer para quem deseja ingressar na pesca do Black-Bass?
Glauco: É muito mais simples e prazerosa do que vocês podem imaginar! Alguns eventos do clube este ano, terão este fim, juntar pescadores novos com os mais experientes, no intuito de desmistificar o Black Bass e suas técnicas de captura.
Infelizmente, principalmente aqui em São Paulo, foi criada a imagem que o Black Bass é um peixe muito difícil de pescar, que é necessário ter um equipamento "top de linha", etc...
Essa imagem elitista e erronia acabaram afastando muitos pescadores, mas pescar Bass é muito mais fácil do que muitos imaginam. O melhor conselho que eu poderia dar a quem deseja iniciar é que se associe ao SPBC, converse muito com os pescadores mais experientes e marque umas saídas com os bons guias de pesca credenciados pelo clube, tudo isso com certeza irão encurtar o tempo de aprendizado.
05. A cultura do pescador de black-bass é cheia de malícias e mistérios, não só quanto aos detalhes das capturas, como também a “socialização das informações”, será que a influência americana desta pesca, também trouxe um pouco da individualidade americana para os praticante brasileiros?
Glauco: Acho que no passado sim, as informações eram escassas e concentradas em um pequeno número de pescadores que tinham acesso a alguma mídia importada, o que acabou por criar um certo preconceito com relação aos pescadores de Bass. Hoje acho que isto está acabando, com advento dos fóruns de pesca e a facilidade de informações pela internet, o pescador consegue auxílio para qualquer que seja o assunto.
Essa é uma das políticas do SPBC, difundir as técnicas de pesca, e vários eventos são realizados com este intuito, colocar pescadores iniciantes junto com os mais experintes num dia de pesca, como acontece nas tradicionais Gincanas da Kiri.
06. São muitas as pessoas que defendem especificamente o pesque-solte no caso Black-Bass? Qual a diferença (se tiver) de matar um Black-Bass em Nazaré Paulista, um Tucunaré numa represa do Sudeste ou um Dourado no Rio Miranda, por exemplo?
Glauco: Essa vou lhe responder em duas etapas. Primeiro queria deixar claro que não vejo mal algum em levar um ou dois exemplares para degustar com sua família, desde que não seja na época da desova. Porém o que vemos muitas vezes são matanças indiscriminadas, pessoas que matam tudo o que capturam e pior ainda, em época de reprodução da espécie.
O Black Bass se reproduz normalmente entre 15 de Outubro a 15 de Dezembro, nesta época, sua captura é extremamente fácil, o que acaba propiciando verdadeiras chacinas aquáticas.
Se existe diferença entre matar um Black Bass ou um Tucunaré em represa do Sudeste? Acho que de certa forma sim, pois não há lei nenhuma para proteger os Black Bases, nem quanto a tamanho mínimo para captura e nem para estipular a época do defeso. Sem contar ainda que o “Corpo d’água” onde ele habita é menor e mais sensível que outras espécies.
07. Uma das coisas que afasta muitos pescadores de praticar a pesca do Black-Bass é o alto custo dos equipamentos, iscas, linhas, assessórios, minhocas, grubs e etc. Você concorda com isso? Se sim, diga-nos possíveis saídas para atrair mais praticantes. Se Não, informe seu ponto de vista.
Glauco: Na verdade o que vejo é que o pescador de Bass algumas vezes se apaixona de tal forma por esta modalidade que acaba investindo demasiadamente em equipamentos. Os equipamentos de altíssimo custo existem para todas as modalidades, quem pesca robalo ou tucunaré com uma antares DC7 e uma Shaula (equipamentos não usados normalmente para a pesca do Black Bass) terá em mãos um conjunto de cerca de R$4.000,00 (quatro mil reais), e nem por isso dizem que a pesca de robalo ou dotucunaré é elitizada.
Hoje existem no mercado diversas opções de baixo custo e excelente qualidade, de forma que com R$ 500,00 você pode ter um excelente equipamento para pesca do Bass.
Uma vez em uma palestra ministrada pelo amigo Luis Phelipe (um dos maiores pescadores de Bass que temos aqui no Brasil) ele disse:
- "Qual o melhor equipamento para se pescar o Bass”
- Resposta: "O SEU!!!”
Garanto que ninguém precisa fazer um enorme investimento para pescar Bass, com o equipamento usual já é possível iniciar nessa pescaria, e com o tempo você vai se aprimorando e dentro de suas possibilidades e do conhecimento que você vai adquirindo, vai trocando pouco a pouco os equipamentos dentro do que você sentir necessário.
08. Qual é a visão de você como diretor-presidente de uma associação, da atual situação da pesca esportiva brasileira?
Glauco: Acho que estamos em ascensão, porém com um grande caminho a trilhar ainda. Temos que subir um a um os degraus dessa escalada. Um grande erro que vejo os Pescadores Brasileiros cometerem, é querer pular etapas, achando que estão ganhando com isso.
Ainda, é preciso mudar a imagem que pescadores são mentirosos, mulherengos, cachaceiros, etc. É necessário criar uma imagem de um esporte saudável, atrair cada vez mais a mídia e mostrar o outro lado da pesca e tudo o que ela pode oferecer e agregar.
09. O que os associados e pescadores de Black-Bass podem esperar da SPBC para o ano de 2008?
Glauco: Estamos mesclando, na grade deste ano, eventos para os novos pescadores com eventos grandiosos, queremos atrair cada vez mais pescadores para a modalidade, queremos exatamente desmistificar a pesca do Black Bass, acabar com os paradigmas impostos no passado e mostrar que qualquer pessoa pode praticar essa apaixonante modalidade.
Estamos organizando em 2009 a primeira Copa São Paulo SPBC, Torneios no formato Angler & Co-Angler, além de Gincanas na Fazenda Kiri e algumas palestras.
10. Considerações finais.
Glauco: Agradeço a oportunidade da entrevista e aproveito para parabenizar o Pró Pesca pelo trabalho. Vocês, assim como eu e outros pescadores que lutam por esse mercado, o fazem gratuitamente. Não vivemos disso, temos nossas famílias e profissões que não podem ser deixadas de lado, mas mesmo assim, nos doamos de coração por algo em que acreditamos.
Erramos às vezes, acertamos em outras, mas tenham certeza que o intuito é nobre e o trabalho é sempre feito de coração.
Forte abraço.
Palavra do Pró Pesca
Gostaríamos de “abrir as portas” de nosso site para vocês da SPBC. Estamos à disposição no que precisar quando o assunto for de interesse dos internautas e principalmente se for para colaborar com o futuro da pesca esportiva brasileira.