Local: Serra da Mesa - Goiás
Data: 14 a 18 de outubro de 2009.
Olá amigos pescadores,
Irei mostrar nesta matéria, uma pescaria que foi inédita para mim. A pesca de tucunaré em serra da mesa, Niquelândia - Goiás.
Fui convidado por uma turma de pescadores a ir nessa viagem, e como não sei dizer não a uma pesca, lá estava eu no meio da galera, totalmente inexperiente na pesca com artificial, mas acompanhado de pessoas que sempre pescam por lá.
Pegamos o avião em São Paulo (Guarulhos), foi um vôo de aproximadamente uma hora e meia até Brasília. Em Brasília pegamos o micro ônibus, até Niquelândia, cerca de 330 km de estrada rodados em aproximadamente 4 horas, mas em 14 pescadores, a farra estava garantida e a viagem se tornou “rápida”.
Chegamos na pousada por volta da 01:00 da manhã e fomos para os quartos arrumar as tralhas, porque as 06:00 já iria começar a tão esperada pescaria.

Micro ônibus
Assim que acordamos, tomamos nosso café e borá para os barcos que já nos aguardavam.

Barcos na água nos aguardando
No primeiro dia, fui eu e meu chara Daniel o qual me ajudou muito no início. Logo no começo ele percebeu de longe a presença dos bichos, pediu para o barqueiro ir em direção do rebojo, e foi só colocar a isca no lugar certo e esse belo amarelão não resistiu a sua isca Zara 90 – Nelson Nakamura de cor osso.

Um pouco depois, foi a minha vez com uma stick tentar a sorte e esse filhote de tucunaré azul, atacou sem dó. Lá tem muito peixe e muito filhote também, mas o que mais impressiona é a brutalidade desses peixinhos, que mesmo tendo quase o tamanho da isca, eles vêm pra cima, atacam mesmo. Desse porte foram mais de 20.

A vista do local é outra coisa que sem dúvida não podemos deixar de mostrar.

No fim da manhã perto da hora do almoço, estava trabalhando uma isca de superfície (Zara 110 – osso) próximo a margem, quando se deu aquela explosão na água. Era mais um tucunaré azul que foi fisgado.


Na hora do almoço os barqueiros têm pontos estratégicos meio as margens da represa, onde eles já preparam o tucunaré capturado na churrasqueira, junto com o almoço que vem da pousada.
Sem dúvida um dos melhores peixes que já provei. E muito simples de preparar. Basta limpar o tucunaré, colocar em uma grelha, temperar com tomate, cebola, sal e no nosso caso, com shoyo. Deixar primeiramente o peixe com a pele para baixo até ficar bem torrada como na foto, ai virar e deixar só dar uma aquecida na carne mesmo. Após isso, é só deliciar-se.



Almoço feito, então vamos voltar ao que interessa.
Dessa vez mudei a isca para uma Jr. Hélice, que foi a mais usada em todos os dias de pesca, pois os peixes estavam muuuuito manhosos, então tínhamos que fazê-los subir na marra, e como a hélice irrita muito os bocudos, eles não resistiam.

Nós abatíamos apenas os peixes que iríamos almoçar no dia. Todos os demais eram devolvidos a água.

Devolvendo a vida
Após varias tentativas, eu lancei bem no meio das galhadas, quando tomei uma pancada na linha, como tava longe nem deu para ver direito, mas o bicho correu para as galhadas e ficou preso. Quando nos aproximamos, para nossa surpresa, percebemos que era uma bela traíra que havia atacado minha isca.


Por fim voltamos para pousada debaixo desse belíssimo por do sol.

O dia seguinte foi um pouco mais produtivo para todos. Os tucunarés azuis na faixa de 2 a 2,5kg, estavam mais ativos, não como de costume, mas deu para alegrar mais os pescadores e também garantir o almoço, porque só o arroz não seria tão bom.

A natureza estava sempre presente, não importando a direção para onde olhava. O lugar é perfeito.


Na foto abaixo, um dos milhares de filhotes que habitam o lago e não tem medo de atacar a isca.

No detalhe a isca usada, uma PRIMA da Zagaia, e o tamanho do tucunaré ao lado dela.

Até as traíras pequenas estavam a toda. Essa com esse tamanho todo, simplesmente engoliu toda a garatéia da "Prima". Fui bem devagar no manuseio do peixe e consegui tirar sem prejudicar, mas deu um trabalhão, a garatéia era do tamanho dela.

Por fim, para encerrar nosso passeio, aos 46 minutos do segundo tempo, meu amigo Eduardo e o barqueiro Abílio, engataram mais um Azulão, com a isca Dr. Spock.

No dia seguinte, eram apenas 4 horas de pescaria, pois íamos embora. Então fomos ainda mais cedo ao lago e, novamente, a recepção do sol foi fantástica.

Em meio a pescaria, avistamos esse ninho e ficamos admirados pelo local que os pássaros escolhem para fazer seus ninhos. Este da foto, se encontrava abrigado em um tronco no meio da água. E não é só isso que tivemos a oportunidade de apreciar lá. Vimos também gaviões caçando, águias, um casal de tesourinhas (pássaro local) atacando um gavião que queria chegar próximo ao ninho, foi realmente um contato total com a natureza.

Para encerrar nossa pescaria, Daniel captura mais um azulão com uma isca de meia água (x-rap da Rapala), após instigarmos o peixe com a Jr. hélice, foi um trabalho em conjunto.

E encerramos essa linda matéria com mais um espetáculo da natureza que acredito nem precisarmos comentar, apenas olhar.

E é isso pessoal. Serra da Mesa é realmente uma viagem inesquecível, tanto para visitar em casal ou com amigos. Vale muito a pena conhecer e quando isso for possível, não esqueça os óculos escuros, protetor solar, roupa adequada, bonés, repelentes, enfim, materiais imprescindíveis para a pesca.
Obrigado e até a próxima pescaria.
Daniel Almeida
Dúvidas, críticas e sugestões:
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