Pesqueiro e Pousada Maeda
São Paulo – Itú – 20/12/2009
Amigos pescadores,
Eu e minha esposa Renata, fomos passear e aproveitar o nosso domingo de sol lá no pesqueiro Maeda em Itú. Fomos para pescar claro, mas sem muita pressão de ter que pegar peixe, e sim mais para relaxar e curtir a viagem.
Saímos de casa por volta das 8 da manhã e chegamos ao pesqueiro as 9:30, que para minha surpresa estava vazio, sendo que no maeda de domingo sempre é cheio. Seguimos então para os lagos 7 e 8, e lá montei meu equipamento.
Levei para essa pescaria duas varas de mão e outras duas de carretilha sendo uma de 2,7m e outra de 3m, montei um conjunto para cabeçuda, e uma de fundo.
Ao montar as varinhas, percebi no tanque 08 muito barulho de peixe batendo em cima, no meio do lago e como estava vazio percebi que eram os pintado atacando os alevinos, então sem pensar 2 vezes, montei minha vara para pesca com artificial, uma isca de meia água da kingfisher e mandei no meio dos rebojos.
Estava trabalhando a isca, quando deu a primeira batida, um barulho que fez o pessoal que estava ao lado vim ver o que aconteceu, mas o bicho errou o bote, e continuei trabalhando quando ele, na sequência, voltou a atacar a isca, e errou novamente, mas a isca acabou fisgando-o na parte dorsal, ai sim a briga foi mais forte ainda, mas depois de muita canseira ele se rendeu.

Briga com o pintado.
Nas fotos vocês irão reparar no tapete preto em E.V.A que uso para apoiar os peixes para não causar doença de pele devido a contato com terra, pedra, sujeira do chão. É muito importante sempre MOLHAR antes de por o peixe em cima; Eu particularmente uso para todos as espécies.

Preparando o tapete de recepção.

Do passaguá direto para o tapete (reparem onde ficou a isca)

Na sequência usando salsicha de isca, fisguei vários outros peixes. Como esse pelo piau.

Depois de solta-lo minha vara que estava no tanque 08, dobrou, senti que era uma briga de peso, e após alguns minutos uma linda carpa espelho albina, que por sinal no maeda tem muito, veio para a foto.



Sempre usando o tapete, e mostrando que essa escapou dos famosos alicatões.
Outro peixe que sai muito no Maeda é o catfish, peguei tantos que até parei de tirar foto, muita gente até reclama deles, mas brigar com um catfish na vara de mão vale a pena.

Catfish na vara de mão.
Eu estava mexendo nas coisas para trocar um anzol, quando a Renata saiu correndo e fisgou mais uma carpa para nós, e dessa vez uma linda carpa comum, e essa também escapou dos alicates.

Renata

Carpa comum
O dia era promissor e agora vou mostrar uma sequência de peixes pegos com a varinha de mão, com salsisha.

Piau

Tilápia

Soltando uma tilápia, e com o catfish na outra vara.

Catfish

Tilápia
Estávamos nessa festa de peixe para lá, peixe pra cá, quando ouvi o sino da varinha tocando que nem doido, e a ponta da vara já estava na água, sai correndo dei a confirmada da fisgada e ai foi uma corrida só, minutos passavam e não via o que era, até que depois de longos minutos nessa varinha leve, para surpresa de todos esse bagre africano, apareceu.

Mesmo cuidado com o tapete.

Bagre Africano
Soltei o “menino”, e voltei a colocar a isca, lancei, ela caiu na água e o peixe mordeu na batida, mesmo estilo de briga e pra minha surpresa outro bagre africano em menos de 2 minutos.

2° bagre africano.
Depois de tudo isso, fomos para o tanque 06, pois iríamos ficar até mais tarde para não pegar trânsito e logo na primeira salsicha, um pintado atacou, e na varinha de mão a emoção é muito maior.

Briga com pintado.

Na seqüência uma bela carpa capim, também saiu na vara de mão.

Os peixes estavam muito ativos na beirada, mais um catfish atacou a isca.

A Renata estava sentada e percebeu os peixes vindo até beirada para comer a ração de flutuava, então para distrair ela pegou um pedaço de salsicha e segurou na borda do tanque, e para susto dela, um peixe praticamente veio comer na mão, foi um susto, mas também a dica que eles estavam mais em cima. Foi quando ela pegou uma das varinhas e ficou com a isca na superfície, mexendo de uma lado pro outro, e para nossa surpresa deu pra ver o peixe vindo atacar e começou a briga.
Percebi que estava estranha, quando de repente, um salto, eu olhei e não acreditei no que estava vendo, pois freqüento o maeda por volta de 4 anos, e nunca havia visto uma traíra desse porte, e saindo na vara de mão, foi muito bom.

Traíra - Renata

Depois da alegria e surpresa, foi a vez da minha vara ir para água, e o salva varas esticando ao máximo, peguei e foi briga de peso, levou uns 20 minutos, quando percebi que se tratava de uma bela carpa espelho, ela era pequena mas muito gorda, valeu a pena tira-la na vara de mão.


Infelizmente essa não escapou dos estragos do alicate boga
Por fim, na brincadeira da isca na superfície, eu estava com minha única varinha sem o salva varas, e pela lei de Murphy o único matrinxã do dia, entrou nessa vara. A briga tava forte, ele saltava sem parar, a vara envergava mais que nunca, eu forçando para não deixar ele esticar a linha para não quebrar, mas no final das contas quem quebrou foi a vara, em 03 partes ainda, mas por sorte o pescador do meu lado estava pescando com molinete e conseguimos resgatar o peixe e tirar a foto do causador do estrago.

Matrinchã - Daniel
É isso amigos, o Maeda com muita quantidade de peixes, mas ainda assim peca, e muito, na falta de fiscalização em relação aos cuidados com os peixes. Vi muita coisa que dava dó, em relação aos peixes, mas se o pessoal que trabalha lá vê e não fala nada, nós só podemos divulgar e conscientizar o pessoal do jeito certo de manusear um peixe.
Um abraço a todos
Daniel e Renata Almeida
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