Local: Castelinho Pesca e Lazer
Data: 21 a 27 de dezembro de 2009
Amigos,
Normalmente uma matéria sobre pescarias começa no montar as varas, colocar as iscas e pronto, o primeiro peixe e por ai em diante, descreve-se as fisgadas, a briga, a foto e a soltura e repete-se o ciclo a cada peixe até o final da pescaria.
Vou tentar descrever um pouco mais do que isso, não só por ser um misto de pescaria e acampamento, mas também servir como guia para os amigos e colegas pescadores que quiserem se aventurar neste tipo de empreitada, principalmente se estiverem sozinhos ou sem um companheiro na hora de retirar grandes peixes ou mesmo ajudar um pescador a retirar seu troféu em condições não favoráveis. Também tenho a pretensão de ajudar na montagem de um acampamento na beira do lago e ter êxito, não tendo muitas surpresas desagradáveis.
A pescaria do dia 21/12 começou, na verdade, na pescaria anterior, um mês antes, por um dos fatores mais importante da pescaria, a linha. Antes da desmontagem do conjunto, vara e carretilha ou molinete, para guardar os equipamentos deve-se examinar cuidadosamente a linha após um longo arremesso ou esticá-la ao longo da margem do pesqueiro, a fim de identificar qualquer marca, nó, corte, desfiamento (principalmente no caso dos multifilamentos). Porque não na hora de começar a pescar, no primeiro dia da pescaria? Porque normalmente, na ansiedade de iniciar a pescaria, a chegada da noite para pesca noturna, a marcação de ponto, ou seja, fincar a vara, colocar a isca e já arremessar delimitando seu espaço, faz com que não se tome os devidos cuidados com a linha, sendo melhor fazer esta operação na hora da desmontagem ou em casa em local bem iluminado. Todo esse cuidado é para na hora da briga com seu troféu, este não seja perdido por uma simples falha no exame da linha. E não tenha dúvidas, corte o pedaço comprometido ou troque toda a linha, não vale a pena se lamentar depois ou ficar na dúvida se a linha estourou porque o peixe era grande mesmo ou um pequeno, favorecido pela falha na linha.
A tralha, esta deve ser cuidadosamente medida quanto à necessidade, estado e acondicionamento de acordo com a utilização, porque um acampamento organizado favorece em muito o sucesso da pescaria.
“Um bom planejamento da tarefa a executar leva ao êxito”
Comece por ter um checklist pessoal da sua tralha para não correr o risco de esquecer nada, por exemplo, a máquina fotográfica, ou as pilhas desta, chegando ao extremo de esquecer aquela carretilha que você comprou especialmente para estrear na pescaria tão esperada. Também evita que você leve equipamentos e artigos desnecessários na pescaria. Lembre-se; espaço e peso são fatores que vão fazer a diferença na hora de arrumar a tralha e principalmente carregá-la até o acampamento.
Divida a tralha por utilização, por exemplo, uma mochila com os utensílios de cozinha, outra com a comida, outra com os equipamentos de pesca (mala ou caixa), uma com as mudas de roupas (pelo menos 1 troca por dia), roupa de cama e de banho, outra com acessórios eletrônicos e pessoais, máquinas, carregadores, pilhas, celulares, documentos, etc. e finalmente uma com a parte de iluminação, acessórios de pesagem e ferramentas de uso contínuo (alicate de corte, de bico, canivete, etc.).
Verifique cuidadosamente o estado de cada item do checklist e de cada “kit”, se podemos chamar assim, pois bem na hora que você mais precisar, o item tem de estar 100% ok. Exemplo; o lampião deve estar com a camisinha, há de ter reservas, a lanterna não pode estar com a lâmpada queimada, a barraca tem de estar com o saquinho de estacas dentro, a balança tem de estar com pilha, a máquina tem de estar com a memória livre, etc.
Com relação aos conjuntos de pesca, separe antecipadamente e se necessário marque-os por conjunto, para evitar esquecer, trocar na hora da montagem, evitando perder tempo precioso. O material de pesca, varas e carretilhas / molinetes, devem estar com capas e protetores para proteção de partículas, areia, pó, etc., que podem engripar ou sujar o equipamento, principalmente se for acondicionado em bagageiro, é imprescindível o uso de protetores.
Barraca(s) deve estar em local livre de pressão e sobre (em cima) da tralha acomodada no carro ou ônibus, Deve estar com todos os componentes e acessórios checados previamente. Procure levar uma lona sobressalente ou plástico para colocar sob (em baixo) da barraca, protegendo a mesma e principalmente evitando excesso de umidade que pode passar para pelo fundo da barraca. Uma lona adicional também pode ser colocada, esticada, acima da barraca montada para refrescar e diminuir a ação solar e da chuva.
Sempre monte em terreno previamente inspecionado contra buracos, caroços, pedras e pedaços de mato e raízes que poder rasgar e furar o fundo da barraca e eventualmente o colchão de ar. Procure evitar montar a entrada da barraca para o nascente e o poente do sol, pois é a parte da barraca com menos proteção, alem de ser mais cômodo para o campista. Quando for desmontar a barraca, deixe secar a parte de baixo, retirando ela do local onde estava armada e a lona protetora também, pois esta é parte que recebe mais umidade e a que estraga primeiro se não se tomar estes cuidados básicos.

Para guardar a tralha no carro, evite ir colocando aos poucos ou em prestações, deixe para guardar tudo de uma vez só, onde se pode ter a noção de todo o volume, checar para não esquecer nada, dividir e organizar melhor no carro.
Deve-se ter o cuidado de planejar o local para as iscas no carro, principalmente se for levar iscas vivas, tem de ficar com fácil acesso, longe do calor e das malas com roupa e comida, pois pode vazar água e ter um cheiro pouco agradável.
Levei 40 cabeças de peixe congeladas, acondicionadas em potes de 2 litros de sorvete em uma bolsa térmica exclusiva para esta finalidade.
Passei no caminho para pegar iscas vivas, foram 30 tuviras de tamanho médio, com mais ou menos 25 cm cada, acondicionadas em um trans-iscas própria, para tuviras não precisa ligar o aerador, elas não morrem, desde que não haja superpopulação, entrada de ar e água suficiente para o volume das iscas. E não esqueça de arrumar um local fresco para as tuviras no carro, pois elas tem baixa tolerância ao calor e morrem.
Pronto à chegada no castelinho, estava sozinho e o pesqueiro mais cheio do que eu esperava, e eu tinha apenas 2 lugares para decidir onde montaria meu acampamento e faria minha pescaria de uma semana tão esperada. Este é o motivo de ser muito importante ter a mão o registro de suas últimas ou todas as pescarias no local. Eu tinha feito minhas quatro últimas pescaria nos quiosques de números 1 e 4, onde normalmente fico devido a estar sozinho e ser mais perto para carregar a tralha e perto da recepção.
Um dos locais era perto da capelinha, ao lado do restaurante, onde minha última pescaria tinha sido em março de 2009 com 3 noites e 8 pirararas, inclusive uma com 38 kgs. O outro perto da casa de barco onde minha última pescaria tinha sido em janeiro de 2008 com 4 pirararas na faixa de 23 kgs. Outro fator importante era que minha mulher, meu filho e namorada estavam para chegar, inclusive havia a possibilidade de um casal de amigos também vir passar o natal junto comigo, então seriam três barracas a montar e uma área de pesca que comportassem 3 duplas pescando, mesmo que apertado.
Então decidi ficar perto da casa de barco, unicamente pelo quesito espaço para montagem de barraca, pois ambos os pontos são bons para a pesca de peixes de couro, pelas estruturas e geografia do barranco com remansos, entradas e vegetação flutuante na água.
Conheci, entre uma viagem e outra carregando a tralha com o carrinho do estacionamento até o quiosque, um casal de colegas, Vau e Josiane que estavam acampados há alguns dias e me contaram que a pescaria de pirararas estava sendo boa. Trocamos idéias e iniciamos uma boa amizade, estavam no segundo quiosque. Também tive a oportunidade de rever meu amigo Fabio Prado e sua esposa que estavam no primeiro quiosque, acampados, onde também trocamos dicas e informações do dia.





Eram 17hs do dia 21/12/09, depois de seis viagens com uso de três carrinhos do castelinho, iniciei a montagem do acampamento.
Realmente, em uma pescaria conjunta com acampamento deve haver uma ordem de montagem para que não aconteçam imprevistos que deixem o pescador desapontado ou em apuros.
Primeiro: deve-se chegar, de preferência, com claridade suficiente para a montagem da barraca e proteção dos equipamentos e acessórios a serem utilizados na pescaria e no acampamento, ou reforçar a iluminação, somente enquanto durar a montagem. Se já for noite, procure não refletir a luz na água do lago ou rio, pois os peixes de couro são sensíveis à luz e movimentação excessiva na margem do lago. Alguns exemplos de inconvenientes: Montar a barraca em cima de um formigueiro ou alagadiço (terreno encharcado ou com marca de caminho de água), montar as varas, iscar e colocar na água, pegar seu troféu e depois não achar a máquina, a balança, estar ainda carregando a tralha e não estar por perto quando o peixe puxar sua vara, cair àquela chuva e não deu tempo de fechar tudo, ou pior chover durante a briga com seu troféu e ainda ver sua tralha levando a maior chuva e nem deu tempo para você colocar sua capa de chuva.
Segundo: o cuidado com as iscas que irá utilizar, logo que descarregar e deixar no acampamento, lembre-se de deixar longe dos raios solares, tanto as iscas congeladas ou resfriadas como as iscas vivas. Proteja-as a sombra e em local arejado. Escolha um local próximo ao acampamento, pois as iscas atraem roedores, insetos, etc.
Terceiro: monte a estrutura básica do seu acampamento, ou seja, estando em um quiosque ou não, prepare a área onde vai ser sua cozinha improvisada e local para a comida que levou. Separe um local para os apetrechos e acessórios de pesca. Separe um local para colocar a câmera fotográfica, balança, passaguá, lanterna, capa de chuva, etc.

Quarto: deixe previamente montado o lampião, deixando pronto para ser acesso quando necessário. Procure um local especifico que atenda todas as necessidades da pescaria e do acampamento, ou seja, tem de estar longe da área da cozinha, pois atrai insetos, mas perto o suficiente para iluminar bem os alimentos. Tem de iluminar as áreas escolhidas para montagem das varas, local de recepção dos peixes e onde irá retirar os peixes da água. Esta iluminação não precisa e não deve ser forte, só o suficiente para enxergar o caminho até o local e não deve ter foco forte no lago. Normalmente fixo o lampião na área escolhida para os acessórios de pesca, onde pode ser necessário fazer uma manutenção no equipamento, empates, etc.
Uma vez tudo separado, não necessariamente tudo montado, pois vai ter muito tempo para poder finalizar, pois a pesca de peixes de couro é de espera e depois de posicionar as varas, iscar e jogar na água você poderá terminar o que iniciou, mas se logo no primeiro arremesso pegar seu troféu, não passará apuros, pois saberá onde está tudo e ao alcance seu ou de um colega se precisar.
Quinto: escolher e montar os conjuntos de pesca, já eram 21 hs, 4 horas depois de iniciado o acampamento, começava a pescaria. Já estava com lampião acesso, lanterna de cabeça e acessórios de pesca todos a mão. Comecei posicionando as varas de acordo com uma estratégia de pesca, no meu caso posicionei 3 varas do lado esquerdo, 2 no meio e 3 varas no lado direito.
As do lado esquerdo eu agrupei bem, no máximo a 3 metros da margem, abrindo a primeira colado no barranco, bem perto de uma vegetação flutuante com uma tuvira, a segunda a 1 metro na mesma linha com uma cabeça de peixe e a terceira a 3 metros, também na mesma linha com outra tuvira.

Conjuntos lado esquerdo
As do lado direito eu posicionei a primeira e a segunda bem perto da estrutura da casa de barco, uma com tuvira e outra com cabeça de peixe. A terceira afastei um pouco, fazendo um triangulo, no máximo a uns 2 metros. Ou seja, 3 iscas dentro de área de 2 metros quadrados perto de uma estrutura e do barranco.

Conjuntos lado Direito
Tantos as iscas do lado esquerdo como do direito, estavam a uma profundidade de no máximo 2 metros e com a linha bem solta para que o peixe de couro carregue uns metros a isca, antes de sentir a pressão da carretilha ou do molinete que estavam do lado esquerdo mais longe de estruturas com meia fricção e as do lado direito, perto da estrutura com fricção quase fechada. Todos os conjuntos montados com empate de aço de 100 lbs, chumbo de 100g para as cabeças de peixe e 200g para as tuviras e anzóis 11/0 sem farpas.
As duas varas do meio eu arremessei em direção ao meio do lago, mas uma a 6 metros de distância com cabeça de peixe, usando anzol 10/0 e chumbo de 80g e outra a 3 metros com salsicha de fundo, mas sem chumbo com empate de aço e anzol 9/0, lembrando sempre de tirar a farpa do anzol.

Conjunto central
Sexto e último: após toda a estratégia montada e iscas na água, comecei a fazer dois pontos de recepção dos peixes fisgados, no meio de cada ponto, ou seja, entre o conjunto do lado esquerdo e o conjunto central e entre o conjunto do lado direito e o conjunto central. O ponto de recepção consiste em você preparar o barranco de modo que seja fácil a retirada do peixe, principalmente se for grande, abrindo a vegetação flutuante com auxilio de um bambú, colocando uma tábua, cortando o mato com um facão, enfim fazendo um pequeno bolsão para conseguir ancorar o peixe até retira-lo com as mãos. Estes pontos servem para que se possa pegar água para as iscas, lavar as mãos, etc.
Eram 21:30 hs e tudo para a pescaria estava pronto, bastava agora esperar e, enquanto isso, voltei para terminar a montagem final do acampamento, mas antes parei para comer um lanche, na área da cozinha, ainda por concluir, mas já tinha uma mesinha, pano de prato, guardanapo de jeito.
Após o lanche, fui montar os alarmes eletrônicos que utilizo para auxiliar a detectar os momentos das fisgadas, pois estaria concentrado em terminar de montar o acampamento e não em observar as varas e tinha alguns conjuntos montados com molinetes que não tem alarme próprio. Também coloquei néons para destacar a vara que eventualmente teria ação das demais.
Voltei então, para terminar a montagem do acampamento, ainda faltava:
Barraca: encher o colchão de ar, organizar as malas dentro da barraca, dedetizar a entrada, passando um inseticida no meio do zíper por uns 4 cm de cada lado ao longo de todo o zíper e área de entrada da mesma.
Quiosque: fazer o fechamento, para proteger do sereno, vento e chuva.
Cozinha: ligar o fogão, organizar melhor os alimentos, preparar o café para a madrugada, fazer um miojo para jantar, dedetizar os pés da mesa para evitar a subida de formigas.
Área de equipamento de pesca: checar as pilhas reservas, câmera fotográfica, balança, deixar tudo organizado e junto, pois pode chover a qualquer momento, ou mesmo o sereno pode umedecer e molhar os equipamentos.
21:50 hs, 21/12, estava dentro da barraca enchendo o colchão e soou o primeiro alarme do conjunto do lado direito, bateu na tuvira e depois de 15 minutos de briga com uma pirarara que entrou na casa de barco e consegui trazê-la pelo mesmo caminho, roçando a linha na estrutura, consegui ancorá-la no ponto de recepção que havia feito e retirei-a sozinho da água. Pesada e fotografada, 22 kgs. Examinei a linha, retirei 10 metros de linha ralada, coloquei outra tuvira e coloquei com as mãos a isca no mesmo lugar e voltei para terminar de encher o colchão.

Pirarara 22 Kg - Bruno
22:30 hs, 21/12, estava fazendo o fechamento do quiosque e soou novamente o alarme e olhei para os conjuntos do lado direito novamente e a vara estava totalmente vergada e tomando linha devagar, mesmo com a fricção quase fechada, novamente para dentro da casa de barco, bateu na cabeça de peixe, comecei a briga e quase cai no lago com a fisgada e a puxada com a vara para que a mesma saísse da casa de barco e senti a linha passar na estrutura, com três puxadas consegui que ela saísse de dentro da casa de barco e tomasse a direção da plataforma, aliviei um pouco a fricção e comecei a trazê-la, sem dar trégua, para que ela não virasse de novo e tomasse mais linha, após 30 minutos, ancorei-a no ponto de recepção e retirei-a da água com dificuldade, pois era uma pirarara grande. Para retirá-la, prendo o salva varas, que tem um mosquetão na ponta, no meu corpo ou no suporte reforçado, caso o peixe escape das minhas mãos na hora da retirada e não perca o peixe e pior o conjunto de pesca. Pesada e fotografada, 37 kgs. Novamente foi trocado mais uns 10 metros de linha ralada e colocado outra cabeça de peixe no mesmo lugar. Voltei para o fechamento do quiosque.

Pirarara 37 Kg - Bruno
01:40 hs, 22/12, já havia terminado a montagem do acampamento e estava jantando meu miojo quando novamente o alarme disparou e foi mais briga dentro da casa de barco, sendo que esta passou pela pequena passarela entre o barranco e a casa de barco, novamente trouxe-a pelo mesmo caminho que havia traçado e a retirei no ponto de recepção com trabalho devido à valentia da pirarara, era água para todo lado. Pesada e fotografada, 14 kgs. Inspecionada a linha e mais 5 metros trocados da primeira vara que já tinha tirado 10 metros antes. Iscado outra tuvira e colocado no mesmo lugar.

Pirarara 14 Kg - Bruno
No restante da noite, não houveram mais ações de peixes de couro, somente alguns pacus e uma carpa entraram e foram fisgados na vara central com cabeça de peixe e salsicha e liberados, alguns sem fotos ou pesagem.

Carpa comum na salsicha

Tamba na cabeça de peixe
No amanhecer muita agitação no lago com muita ação de pesca com cevadeiras que afastou qualquer possibilidade de entrar peixes de couro, terminei de revisar o acampamento, fazer alguns ajustes, revisei todas as iscas das varas e fui dormir, eram 9 hs da manhã.
16 hs, 22/12, início do segundo round, fiz uma verificação das iscas das varas, sempre da esquerda para direita, critério pessoal que uso para verificação de iscas, normalmente depois de uma ausência prolongada ou um período de sono eu recolho as iscas, verifico e recoloco-os nos mesmos lugares, tarefa fácil, pois nas laterais esquerda e direita sempre arremesso com a mão as iscas, cuidadosamente.
16:10 hs, 22/12, no processo de verificação das iscas, depois de ter fechado o lado esquerdo e estava indo verificar a vara central com cabeça de peixe, eu normalmente pego a linha e dou uma pequena puxada para verificar se ainda tem isca, pois a cabeça de peixe pesa e se consegue perceber se ainda esta lá, mas não seu estado, se esta comida, por exemplo. Segundos depois desta puxada eu ia empunhar a vara para recolhê-la e tive uma brusca ação, envergando completamente e foi respondida com uma rápida fisgada e travada, mais uma briga de 20 minutos com uma pirarara querendo correr em direção a plataforma.
Retirei-a da água no ponto de recepção, sozinho, mas com a observação atenta de um jovenzinho aspirante a pescador de pirarara, chamado Lucas. Pesada e fotografada, 20 kgs, não pude deixar meu novo amiguinho sem uma foto com uma pirarara. Posicionei a câmera no meu banquinho, enquadrei o Lucas e deixei a pirarara no chão na frente dele, daí corri até ele e ergui a pirarara deixando ele entre eu e a pirarara e me escondi atrás dele, afinal a foto era presente para ele, o qual ficou muito feliz e foi correndo contar e mostrar a foto para seu pai. Renovei a isca na vara e arremessei mais ou menos no mesmo lugar e continuei a verificação das demais varas.

Pirarara 20 kg - Bruno

Pirarara - Lucas
O calor era intenso e verifiquei a temperatura na balança digital que estava à sombra, fazia 36 graus à sombra. Preparei o equipamento para a noite que se aproximava e aguardei, estava escurecendo no pesqueiro a partir das 20 hs devido ao horário de verão.
19:50 hs, 22/12, Mais um alarme disparado e novamente a vara central com cabeça de peixe estava envergada e tomando linha em direção a plataforma. A briga foi muito típica e já deu para perceber que era uma pirarara do último lote colocado no pesqueiro, pois elas brigam se debatendo e girando no próprio eixo e sacodem a cabeça para se livrar do anzol. Foi retirada rapidamente, pesada e fotografada, 12 kgs, mais uma vez com uso do temporizador da câmera digital.

Pirarara 12 kg - Bruno
20:16 hs, 22/12, dez minutos depois, foi à vez de o lado esquerdo dar mostra de ação, com uma bela corrida de uma pirarara abocanhando uma tuvira que estava sob a vegetação flutuante, e foi recepcionada no ancoradouro (ponto de recepção) com alegria, pois duas pirararas em uma hora indicavam que a noite seria propicia a ser piscosa. Pesada e fotografada, 16 kgs, mais uma vez sozinho. Renovei tuvira na vara e coloquei, desta vez dentro da vegetação flutuante em busca de fisgar um pintado ou cachara.

Pirarara 16 kg - Bruno
22:30 hs, 22/12, escutei um rebojo forte na água e em seguida o alarme foi acionado, era a tuvira que havia colocado dentro da vegetação flutuante que tinha seduzido um peixe, briguei por 20 minutos com a fricção cantando deliciosamente, mas infelizmente enquanto puxava o peixe já na minha direção ele escapou sem mais, nem menos. Podia ser uma pirarara ou um pintado, mas não era muito pequeno não pela força demonstrada. Arrumei novamente outra tuvira no mesmo local.
00:25 hs, 23/12, estava sentado observando os néons nas pontas das varas, quando percebi que uma das varas do lado direito começou a descer bem devagarzinho e corri na direção dela, inclusive enfiando um pé na lama, errei o caminho, e peguei a vara antes mesmo da tensão fazer soar o alarme eletrônico e fisguei vigorosamente e não deixei a pirarara entrar na casa de barco, e rapidamente ela tomou a direção ao barranco oposto, aliviei a fricção e comecei a trazer a pirarara para o ponto de recepção e foi retirada, fotografada e pesada, 21 kgs, novamente sozinho.

Pirarara 21 kg - Bruno
Em todo o lago escutei os demais pescadores fisgando e retirando pirararas e outros peixes. Realmente a noite foi muito piscosa. A temperatura a noite era de 24 graus.
06:05 hs, 23/12, mais um alarme tocou e estava cochilando na cadeira, levantei rapidamente, era a vara do meio com cabeça de peixe, mas ao tentar fisgar o peixe, acabei tirando a isca da boca da pirarara, ela devia estar carregando a isca, mas a ponta do anzol não estava voltada para a boca dela ou ela estava apenas carregando a cabeça com a ponta da boca, mesmo porque a isca voltou intacta no anzol. Arremessei novamente.
Ao amanhecer, novamente a ação dos pescadores com cevadeiras em um grande número, nunca tinha visto o pesqueiro tão cheio em uma manhã. Havia muita ração na água e eram apenas 8 hs da manhã e incrível, pouquíssimos peixes fisgados.
Fui dormir mais ou menos as 9 hs, depois de um belo café da manhã e uma ronda no lago inteiro procurando saber das notícias das pescarias dos colegas e oferecendo um cafezinho fresquinho e quente feito na beira do lago. Realmente várias pirararas foram fisgadas na noite e na madrugada, a maioria na faixa de 10 a 20 kgs.
16 hs, 23/12, início do terceiro round, fiz uma nova verificação das iscas das varas, seguindo o mesmo critério da esquerda para direita, verifiquei todas as iscas e notei que os pacus estavam comendo as cabeças de peixe e mataram 2 tuviras mordendo a cabeça das mesmas, renovei as iscas da mesma forma e fui montar as outras duas barracas, pois meu filho e namorada estavam para chegar e ainda havia a possibilidade do casal de amigos chegar a qualquer momento.
18:40 hs, 23/12, Estava acabando de esticar a última corda da segunda barraca quando o alarme tocou e a vara com a tuvira do lado esquerdo tinha seduzido outra pirarara, como estava dentro do barranco à tomada de linha foi excepcional e com mais de 60 metros, ela rumava em direção a uma árvore caída na margem do barranco, mas depois de domada pela ação da vara, pois é a ação da vara sendo flexionada várias vezes que faz ela virar de frente para você e permitir que comece a arrastá-la sem dar tempo para que ela se vire e comece a tomar linha de novo. Consegui arrastar e ancorar ela no ponto de recepção e pedi ajuda aos meus colegas vizinhos para tirar uma foto decente, sem o uso do temporizador, pois o por do sol estava muito lindo. Pesada e fotografada, 29 kgs. Fui com meu colega Edson e seu amigo recolocar a isca na vara e colocar no mesmo lugar.

Pirarara 29 kg - Bruno
19:18 hs, 23/12, Enquanto estava conversando com meus colegas no quiosque, meu alarme toca novamente e uma corrida em direção a vara, pois era um dos conjuntos que estava próximo a casa de barcos, a vara mais distante aberta no barranco com cabeça de peixe, mas ela tinha tomado a direção ao barranco oposto e não a casa de barcos, meus colegas me acompanharam na briga e me ajudaram a retirar-la no ponto de recepção. Pesada e fotografada, 26 kgs e esta foto ficou mais linda ainda com o por do sol. Aproveitamos para tirar uma foto com o trio (com o temporizador). Novamente a isca foi renovada e colocada no mesmo lugar.

Pirarara 26 kg - Bruno

20:00 hs, 23/12, Ainda estávamos de frente as varas, tinha acabado de jogar a isca e a vara do lado, também no barranco e com cabeça de peixe, enverga rapidamente e ainda cansado falei para meu colega, fisga-la, ele repassou para o amigo dele que era a primeira vez no castelinho e nunca tinha pegado uma pirarara. Ele se agachou e tentou retirar a vara do suporte a primeira vez, a segunda e na terceira vez conseguiu e começou a briga, dividimos a emoção, sua barriga ficou marcada pelo cabo da vara, então eu a trouxe até o ponto de recepção e mais uma pirarara de 26 kgs, pesada e fotografada, parecia uma irmã da anterior. Por via das dúvidas ficamos mais uma meia hora juntos, mas não é toda hora que sai três pirararas tão rapidamente.

Pirarara 26 kg - Bruno
01:28 hs, 24/12, cochilando mais uma vez, mas agora na barraca, escutei o alarme e vi a vara da cabeça de peixe do conjunto do centro vergada lateralmente, sendo suportada pelo suporte. A pirarara pegou a isca no meio do lago e correu a favor passando pela linha da vara indo na direção da casa do barco, rapidamente segurei a vara e tranquei a mesma desviando seu caminho para o barranco e a retirei no ponto de recepção do lado direito, nem deu muito trabalho, pois ela nadou a favor, pesada e fotografada, 12 kgs. Renovei a isca e caminhei para lavar as mãos quando...

Pirarara 12 kg - Bruno
01:57 hs, 24/12, estava lavando as mãos por causa da troca de isca da pirarara recém pega e o alarme soa novamente e o barulho da catraca da carretilha era violento, era a carretilha Olímpia da Argus, do meu filho que estava usando com a salsicha sem chumbo perto da margem, foi uma corrida desesperada rumo à plataforma e travei a carretilha colocando a fricção ao máximo e não consegui frear o peixe com auxilio da vara, pois era de ação lenta e já estava a 90 graus, desci a vara, enrolei e puxei com auxilio do dedo no carretel, pois já devia estar entrando embaixo da plataforma e de repente a linha 0,70 arrebentou deixando a incógnita de saber se era uma pirarara ou grande pintado que tinha atacado a salsicha na beirada do barranco. Foi tudo muito rápido.
02:00 hs, 24/12, Ainda com a vara na mão lamentando o peixe perdido e o alarme da vara mais perto da casa de barco deu um leve soada e parou, olhei e ai sim a vara vergou, larguei o conjunto que estava nas mão e fui correndo pegar o outro. Uma bela briga com boa tomada de linha e uma linda pirarara de 22 kgs, pesada e fotografada foi ancorada e solta depois do registro, com direito a banho na soltura.

Pirarara 22 kg - Bruno
Fui tomar uma ducha, aguardei mais uma hora e fui descansar um pouco na barraca, acabei acordando por volta do meio dia e recebi a visita do meu amigo Guilherme e de seu pai, que estavam passeando pelo castelinho, verificaram o equipamento, viram o álbum de fotos e conversamos se era bom se ele viesse mais tarde para pescar uma única noite e aconselhei a arriscar, pois estava batendo bem.

17:00 hs, 24/12 Minha mulher ligou e disse que já estava em Águas de São Pedro, vindo de ônibus, meu filho com a namorada e o casal de amigos não viriam. Saí do castelinho e fui até a estrada esperá-la e assim que a peguei retornei rapidamente. Foram 30 minutos ausentes, mas suficientes para um vizinho pegar uma pira em um dos meus conjuntos, não foi pesada nem fotografada, mas me falaram que era na faixa de 10 kgs na vara no meio do lago com cabeça de peixe. Renovei a isca e de novo lançada para o mesmo lugar.
18:00 hs, 24/12, novamente o conjunto do meio com cabeça de peixe aciona o alarme e traz uma pirarara de 13 kgs, parecia ser uma pirarara maior pela briga proporcionada. As pirararas recém colocadas, têm a primeira arrancada muito violenta enganando até os mais experientes. Agora com ajuda de minha mulher foi pesada, fotografada e devolvida no ponto de recepção.

Pirarara 13 kg - Bruno
Nesta altura achava que já tinha recebido todos os presentes de natal que um pescador de pirararas poderia receber, mas ainda tinha muito por vir.
21:00 hs, 24/12, Estávamos preparando a ceia de natal quando o alarme toca e a vara quase toca a água. Era o conjunto mais pesado com a fricção fechadíssima, pois estava praticamente dentro da casa de barco e uma bela pirarara de 27 kgs veio coroar a noite, bateu na tuvira, a maior que eu tinha. Com ajuda de minha mulher pesei, fotografamos e voltamos ao preparo da nossa ceia, uma saborosa macarronada e porção de pintado do castelinho.

Pirarara 27 kg - Bruno
23:25 hs, 24/12, já estávamos em contagem regressiva para nossa ceia a meia noite, quando o alarme anuncia que teríamos outra briga com uma pirarara batendo na tuvira do lado esquerdo. Peguei a vara e percebi que não era uma pirarara muito grande e dividi a briga com minha mulher que adora também, principalmente as “bebezinhas” como ela chama carinhosamente. Trazida até o ponto de recepção, pesada, fotografada, 11 kgs. Minha mulher a devolveu carinhosamente. Daí finalmente fomos cear e comemorar a entrada do NATAL.

Pirarara 11 kg - Bruno

Pirarara - Gil
00:10 hs, 25/12, Tínhamos acabado de comer e estávamos curtindo ainda alguns fogos e apreciando a beleza da noite no castelinho quando o alarme anunciou outro presente, era mais uma pirarara “bebezinha”, pesada, fotografada, 10 kgs.

Pirarara 10 kg - Bruno
10:15 hs, 25/12, acordei com meu alarme soando e a vara do meio com cabeça de peixe tinha engatado outra pirarara, depois de uma brava briga, pesagem e fotografia, a menor pirarara, 8 kgs de pura valentia, parecia ter 15 kgs na briga.

Pirarara 8 kg - Bruno

Pirarara - Gil
Após o almoço, fomos agraciados com a visita de nossos grandes amigos David (colunista deste site) e seu pai, Sr. Jair que ficaram como nossos vizinhos do lado esquerdo. Estava muito quente e o lago estava parado, nem os tambacús estavam subindo aos quilos e quilos de ceva jogados no lago pelas cevadeiras.
A tarde, meu amigo Guilherme também chega e se instala na outra margem, do lado das árvores, mas na mesma linha que estava pescando, defronte à casa de barco.
E a noite foi de espera e mais espera, embora tudo indicasse que fosse mais uma noite piscosa para nós, aconteceu justamente o contrario e não tivemos nenhuma ação na noite e nem na madrugada.
05:30 hs, 26/12, depois de fazer um café, fui levar um pouco ao Sr. Jair que já tinha levantado e estava começando a pescar tambacús, enquanto meu amigo David, companheiro na espera noturna tinha ido descansar um pouco e logo ele conseguiu seu belo tambacú.

Tambacú - Jair
Aproveitei e dei minha ronda matinal ao redor do lago para saber das novidades e é lógico levando um cafezinho quente para aqueles que pernoitaram acordados. Meu amigo Guilherme conseguiu tirar 4 pirararas entre 8 e 16 kgs e perdeu uma também na mesma faixa de peso, estava usando queijo e sardela. Na outra extremidade do lago, perto do restaurante e da capela, outro colega conseguiu tirar 3 pirararas também entre 10 e 15 kgs. O restante em todo o lado dos quiosques não teve nenhuma atividade.
Meu colega Marcelo Menedin e noiva também chegam e se instalam no primeiro quiosque depois que meu amigo Fábio Prado foi embora após pegar um belo tambacú de 19,5 kgs pesados por mim na balança digital.
Durante o dia, além de estar atento a qualquer disparo do alarme sonoro dos conjuntos, aproveitamos para confraternizar com os amigos ao redor do lago, cumprimentar pela passagem do natal.

A tarde o Sr. Jair voltou a tentar pescar alguns tambacús e conseguiu fisgar vários exemplares de médio porte.


17:00 hs, Minha mulher estava pescando com dois conjuntos, um com queijo e outro com massa de fundo, foi quando uma envergada na sua vara de 50 lbs que estava com queijo de fundo a fez correr, pelo arranque continuo em direção a plataforma era uma pirarara e assim que ela fisgou e puxou, a mesma mudou de direção e fez uma curva indo em direção à casa de barco em uma rapidez inacreditável, não deu tempo nem de ajustar bem a fricção e a linha 0,60 monofilamento se partiu ao raspar na estrutura da casa de barco. Foi fantástica a velocidade em que a pirarara nadou.
19:00 hs, 26/12, Estávamos no meu quiosque, eu e o David, quando ele percebeu sua vara envergar e o alarme da sua carretilha disparar rapidamente tomando linha, ele correu até sua vara, empunhou-a e iniciou uma bela briga até que ela começou a se dirigir a casa de barco e ele conseguiu encostá-la no barranco, mas não onde ele estava. Ela tinha entrado em baixo da vegetação flutuante em uma parte onde o barranco é muito alto, na frente do quiosque numero 7, bem na curva do lago. Ela entocou e o David não conseguia tira-la de lá, então fui ajudar e em uma operação complicada, não podíamos perder o troféu, pois pela briga, dava para se ter uma idéia que era uma pirarara grande.
A operação consistiu em primeiro abrir um ponto de recepção na vegetação flutuante, pois ela estava a 2 metros do barranco enroscada, com auxilio de um pedaço de bambu, cuja em uma das extremidades tinha um pequeno galho quebrado, mas com uma ponta suficiente para ao girar o bambu na vegetação, faze-la se enrolar nele travando uma parte, podendo ser puxada até a margem.
Repetindo esta operação algumas vezes conseguimos arrastar toda a vegetação em volta de onde a pirarara estava enroscada e aproximá-la do barranco o suficiente para com auxilio de cintas especiais dedicadas a este tipo de manobra, amarrado a uma arvore, pude descer no barranco de frente. Consegui segurar a cabeça dela e em seguida ser puxado para traz, pelo David, Jair e minha esposa.
Finalmente pesamos e minha mulher registrou o momento com uma pirarara de 29,6 kgs. Toda a operação até a soltura, com ajuda da minha mulher, Sr. Jair, David e eu durou 5 minutos com uso de material adequado, sem entrar no lago à noite, o que é perigoso e não deve ser tentado sem alguém por perto ou devidamente preparado e protegido, por ter aranhas e outros insetos que podem picar, ou mesmo pisar em um anzol enferrujado no fundo do lago, além do fato de causar agitação excessiva no lago e atrapalhar a pesca de outros colegas.

Pirarara 29,6 kg - David

Jair, Bruno e David
20:28 hs, 26/12, Eu e o David estávamos indo nos lavar, já na extremidade oposta do lago quando escutamos meu alarme disparar freneticamente e pudemos, de longe, observar minha mulher correndo até o conjunto que estava na casa de barco, seguida de perto pelo Sr. Jair. Os dois sozinhos conseguiram tirar uma pirarara de aproximadamente 13 kgs de dentro da casa de barco pega na cabeça de peixe, manobra não muito fácil, mas o equipamento ajudou e os dois puderam ter sua foto com uma pirarara.

Pirarara - Jair

Pirarara - Gil
01:30 hs, 27/12 Descansando na barraca, o alarme é acionado mais uma vez, agora desta vez, na lateral esquerda a qual tinha iscado uma cabeça de peixe totalmente podre e já sem quase carne em volta da cabeça, mas com toda a guelra em seu interior, as iscas estavam ficando escassas e dependia de iscas ofertadas pelos companheiros, no caso o Fabio que tinha ido embora e havia me deixado algumas. Foi uma pirarara de 16 kgs, pesada e fotografada a qual fechou a noite.

Pirarara 16 kg - Bruno
Logo ao amanhecer o David e seu pai levantaram acampamento e foram embora felizes para São Paulo e com uma certeza, a pirarara do castelinho briga sem dúvida muito mais que as pirararas de outros pesqueiros, conclusão tirada pelo David, pois recentemente tinha tirado da água algumas pirararas com o mesmo peso em outro pesqueiro, além do fato de ter o diferencial de lutar contra as estruturas e obstáculos do castelinho, o que aumenta em muito a esportividade e testa as habilidades e os equipamentos dos pescadores.
A manhã e a tarde estavam dedicadas à desmontagem do acampamento, pois combinei com minha mulher de ficar pescando ate 21 hs no lago e sair do castelinho por volta das 23 hs.
A desmontagem do acampamento é tão ou mais importante do que a montagem, pois a correta operação vai contribuir muito na manutenção correta de todo o material e facilitar o próximo acampamento e pescaria.
Você deve guardar todos os acessórios que não ira mais utilizar: roupas sujas separadas em sacola plástica, esvaziar os colchões e deixar secar, sempre fica com umidade na parte de contato com a barraca, tirar a barraca do lugar onde esta montada e deixar secar, inclusive as lonas protetoras como já falei no início da matéria. Se conseguir guardar tudo da maneira que veio inicialmente, você terá maior sucesso na sua próxima pescaria e acampamento.
Pronto, tudo acertado para o sétimo e ultimo round, pena que seria parcial, mas tinha muita expectativa, pois tinha chovido muito forte e aumentava minha esperança quanto à pescaria. Estava com 5 conjuntos montados, um na lateral esquerda no barranco, um no meio a 8 metros da margem e três na lateral direita, no esquema de triângulo perto da casa de barco. Todas com cabeça de peixe, menos uma que tinha recebido uma pirambóia viva de um colega que tinha ido embora, armada na lateral direita.
Meu amigo Guilherme que havia ido embora no dia anterior, retornara e disse que ficaria a noite de domingo para segunda pescando e se eu tinha alguma idéia se seria boa a pesca. Respondi sem sombra de dúvidas que seria muito boa devido a chuva que havia caído e ainda caia com menos intensidade. Resolveu ficar no mesmo lugar que ficara anteriormente e dei as iscas que tinha para ele, pois era minha última rodada de iscas e ainda tinha algumas cabeças de peixe, desta vez cedidas pelo David que tinha ido embora e uma tuvira das 30 que havia trazido.
18:32 hs, 27/12, Guilherme engata sua primeira pirarara da noite, na outra margem do lago, tinha mais ou menos 10 kgs, pega na sardela.
19:17 hs, 27/12, Guilherme engata sua segunda pirarara com mais ou menos 15 kgs com cabeça de peixe.
19:30 hs, 27/12, o Guilherme ainda estava soltando sua pirarara quando minha vara flexiona e aciona o alarme da carretilha, já estava sem o auxilio dos alarmes eletrônicos, e tirei uma pirarara de 13 kg pega na cabeça de pirambóia. Pesada e fotografada, devolvi rapidamente e falei para o Guilherme que a noite prometia muito.

Pirarara 13 kg - Bruno
20:00 hs, 27/12, não demorou muito para que o conjunto do meio, que estava recebendo alguns ataques de pacu comendo a cabeça de peixe, atraísse uma pirarara que fez mais uma vez o alarme da carretilha disparar. Uma pirarara de 15 kgs, pesada e fotografada se rendeu no meu ponto de recepção já bastante aberto e receptivo.

Pirarara 15 kg - Bruno
20:30 hs 27/12, Assim que devolvi a pirarara o Guilherme estava brigando com um peixe que tinha atacado sua vara com cabeça de peixe, mas era um tambacú de uns 4 kgs e estava devolvendo, quando a pirambóia, que já tinha atraído uma pirarara, atraiu outra e acionava o alarme da carretilha. Começa a ultima briga da noite, pois sabia que já tinha de ir embora e ainda tinham 3 varas na água, na tática que todo pescador usa, vai tirando uma a uma, lentamente na esperança de pegar um último peixe.
Durante a briga com minha pirarara, que para variar estava na casa de barco ralando a linha, escuto o alarme da carretilha que estava na lateral esquerda e chamei o Guilherme para me ajudar a tirar a segunda pirarara engatada e este imediatamente correu, dando a volta no fundo do lago, deixando seu equipamento, confiando ao suporte reforçado à responsabilidade até seu retorno.
Em poucos minutos tínhamos realizado mais um troféu, um duble com uma pirarara de 16 kgs e outra de 13 kgs, fotografadas e pesadas.

Pirararas 16 e 13 Kg - Bruno e Guilherme
No retorno do meu amigo Guilherme ele escutou o alarme da sua carretilha e correu para retirar mais uma pirarara de mais ou menos 10 kgs, enquanto eu retirava a última vara da água, e com a certeza de que estava perdendo uma bela noite de pescaria.
21:00 hs - Desmontagem. Antes de fechar o conjunto, aproveito para verificar o estado da linha e se precisa de troca, às vezes precisa de um arremesso sem isca para verificar bem e limpar a linha. Eu tenho meus conjuntos de varas e carretilhas e ou molinetes dedicados e os guardo montados com seus respectivos salva-varas, bastando enrolar o salva-varas ao longo da vara, prendendo o anzol e o chumbo e protegendo o equipamento com capas especificas, pois levo os conjuntos no bagageiro do carro.
No transporte do último carrinho, o que trás as varas, suportes e os acessórios básicos, aproveito para me despedir dos colegas que ficaram pescando e também entregar o que sobrou de iscas para algum colega que esteja sem ou chegando, no caso o Fabiano de Rio Claro-SP.
22:00 hs Organização no carro. Depois de tudo devidamente separado, basta organizar no carro do mesmo modo que veio, note-se que sobrará espaço, pois as iscas não retornarão e o trans-iscas esta vazio e pode armazenar a sacola com as roupas sujas. Além do que, uma boa parte ou a totalidade da comida e petiscos acabou deixando a volta mais cômoda.
Fazendo desta forma, você acaba levando mais tempo para sair do pesqueiro, mas ganha muito mais, sem dúvida na organização e tempo para a próxima pescaria, pois quando chegar em casa, só terá que mexer naquele equipamento que precisa de uma manutenção específica e completar os materiais de consumo, como gás, açúcar, café, repelente, ao contrario do que acontece com a maioria dos pescadores deixando, as vezes por semanas, tudo encostado na garagem ou outro lugar aguardando ser mexido e por vezes até ocorre uma pescaria não planejada e se acaba utilizando do jeito que esta, e ai percebe-se que o repelente tinha acabado, não têm pilhas, lâmpada queimada, o gás não foi o suficiente, acaba pegando um belo peixe e perde porque tinha um corte ou ralado na linha, etc.
23:00 hs, Saída do Castelinho e o retorno para SP, e é claro com o carro previamente checado e visto a necessidade de passar em um posto para completar o nível de combustível e calibrar os pneus.
Espero ter ajudado não só por relatar a minha pescaria e acampamento nesta semana de natal, mas também pelas dicas de manutenção, cuidados e técnicas que tomei o cuidado de procurar deixar o mais claro possível. Mas se mesmo assim sobrarem dúvidas estou sempre disponível através do Orkut: “Bruno Pirarara”
Agradeço aos amigos e colegas que compartilharam esta experiência e principalmente ao Castelinho por ser este lugar mágico onde posso praticar meus esportes, confraternizar e ter paz.
Obrigado

Bruno Pirarara
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