Pesca no Mar – Praia Grande
Data: 13 de março de 2010
Amigos Pescadores
Hoje o relato dessa pescaria para mim será um pouco diferente do meu costume, por não conhecer muito da pesca marítima, mas foi um dia de pesca inesquecível com mais de 50 peixes.
Fui convidado pelo meu amigo Eduardo e seu irmão Mané, para irmos pescar no mar, e como não podemos recusar uma pescaria, já fui logo tratando de arrumar minhas coisas.
Saímos de São Paulo por volta das 04:00 da manhã, onde iríamos tomar café ainda e chegar ao “Portinho” da Praia Grande por volta da 6:00 da manhã, que foi o horário combinado para a nossa saída, levamos 04 kilos de sardinha e, na hora, compramos mais 02 kilos de camarão.
O barqueiro, chamado Marinho, já havia dito por telefone que na semana estava saindo muito linguado e porquinho, então fomos ávidos por esses peixes, mas o melhor ainda estava por vir e nem imaginávamos.
Navegamos apenas 02 horas, pois o Marinho nos disse que estava melhor na costa do que em alto mar, então ficamos bem em frente ao forte na praia grande, uma vez jogada a âncora, só a recolhemos na hora de ir embora.

Arrumando as varas para o Corrico...
O dia estava ótimo e nos proporcionou ótimas visões da natureza.


Bom, chega de conversa, e vamos a pescaria. Material na água, agora era só aguardar.

30 minutos de isca na água e esse belo espada não resistiu a verdinha do meu amigo Mané.



Logo após, já com a embarcação ancorada eu trouxe mais um espada com o chicote que eu fiz para sardinha.

( nessa foto é possível reparar a costa da praia grande atrás)
Na varinha com camarão descascado e pedaços pequenos para a pescaria do porquinho, acertamos um cardume de palombetas, foram mais de 25 peixes fisgados. São ótimos para uma briga com material leve, a diversão já estava garantida.

Eduardo - Palombeta
O Edu, estava com uma sorte um pouco acentuada em relação as bicudas, pois as oito do barco foram pegas por ele, mas cada um teve o seu peixe em particular.

Edu – Bicuda
Mané, que estava na proa, estava com ótimos exemplares, mas devido estar no barco e condições, não foram fotografados todos os peixes, mas essa corvina dentre as oito capturadas foi para foto.

Eu estava com a bóia de prejereba na água, pois todos estavam loucos atrás de uma, pela briga e ótimo sabor, mas quando eu fiquei de olho na bóia eu percebi um movimento estranho, pequeno mas estranho, o pessoal até ficou me enchendo falando que eram as famosas cabeçudas (risos). Mas eu, cismado, dei a fisgada e um pequeno e único baiacu bandeira deu o ar da graça. Mais uma espécie de nossa pescaria.

O dia também era do Edu. A bóia da prejereba afundou, todos na expectativa do peixe, quando no meio do mar veio o salto, a gritaria tomou conta do barco, mesmo sendo um pequeno dourado que VOLTOU a vida, mas a diversão foi garantida.



Dourado voltando a vida
Após isso na varinha de 15 Lb, me entra mais uma brigadora corvina que me rendeu uma ótima briga.

Estávamos parados, conversando quando minha varinha de 3 metros envergou de uma tal maneira, e o molinete começou a cantar, na hora o Marinho já gritou "È ELA" , ele falava da tão esperada prejereba, e não deu outra, fui lá confirmei a fisgada e já nem via mais a bóia, foi uma briga de peso, excelente, e finalmente ela veio fazendo a alegria de todos que comemoravam cada peixe fisgado.




Felicidade completa nessa pescaria divertida e diversificada, mas dessa vez na linha boba com sardinha, mais um douradinho deu as caras para o Edu, e o melhor ainda estava por vir.

O Marinho tinha acertado em cheio o ponto da pesca, tanto que outros dois barcos encostaram próximos a nós, mas isso não atrapalhou nosso dia.
Foi quando estava de olho na bóia da prejereba e vi um ataque forte na bóia, mas o peixe errou, mas foi só o tempo de eu gritar para o pessoal ver, que o agulhão voltou com mais raiva, saiu da água mergulhou e atacou novamente a sardinha da bóia. Foi um barulho que até o pessoal do outro barco começou a gritar, sai correndo e só podia segurar a vara, pois a briga era fantástica, expectativa para saber o que era e foi mais uma alegria quando vimos esse agulhão de 1,50m e seus 3,200kg sensação única.



Bom, entre um peixe e outro também apareceu para o Mané, que estava na frente, uma Salteira, pescada branca, e umas betaras pequenas.
E mais uma vez na sardinha boba, a vara do Edu envergou de uma tal forma que todo mundo gritou olha a corvina, mas foi quando no meio do oceano aquele salto e o brilho fez a alegria dos dois barcos um dourado já de bom porte fez, mais uma vez, um show a parte.

No total foram 11 espécies de peixes, uma pescaria sensacional, mas ainda fica um aviso e um alerta, temos que tomar muito cuidado quando as aves se aproximam do barco, pois elas atacam tudo, e infelizmente uma mergulhou e foi roubar a isca da bóia e ficou presa pela perna, a sorte foi que o anzol não perfurou e ela ficou só presa pela linha.


Nosso barqueiro disse que infelizmente muitas aves morrem, por pescadores principalmente “bêbados” que jogam a isca de propósito com o anzol. E outras por fatalidade mesmo, mas temos que tentar mostrar e diminuir ao máximo esses feitos.
È isso ai pessoal, pescaria sensacional, espero que gostem e até a próxima.

Dúvidas, críticas e sugestões:
daniel.almeida@propesca.com.br